quinta-feira, 6 de março de 2014

É preciso saber falar o nome

Aproveitamos a quarta-feira cinzenta para resolver várias coisas e uma delas foi: ir ao supermercado para abastecer a casa. Nós somos o tipo de família que passear é ir fazer compras, ou seja, vamos todos juntos: pai, mãe e os três filhos. Esse evento já é meio que "normal" para a gente! Cada um tem a sua função, se divide, segura um filho, dá a mão para o outro e... fazemos as compras.
O evento de ontem foi apenas mais um em nossas vidas... ou, pelo menos, deveria ter sido.
Eu estava com o carrinho de compras lotado, fazendo aquela força danada para empurrar aquela coisa que anda mais para o lado do que para frente. O Luiz, meu marido, vinha trazendo o carrinho com a Helena, o João estava grudado ao pai e o Lucas... O Lucas? Ele estava primeiro comigo, depois pediu para ir com o pai em outra seção. Então, ele voltou para perto de mim, saiu para junto do pai e depois... e depois?!
Depois, enquanto eu estava apressada pegando os laticínios, olhei momentaneamente para a frente e avisto láááááá no final do corredor, uma senhora com um vestido azul Royal de mãos dadas com uma criança de blusa listrada. Lucas? Sim, era o meu filho do meio andando agarrado na mão de uma pessoa que nunca vi na minha vida! Continuei olhando e não vi Luiz, nem João, nem Helena e nem ninguém da nossa família.
Lucaaaaaaas!!!! Eu gritei e corri desesperada. A mulher parou, me olhou desconfiada e disse: "Lucas? Como assim? Ele falou que se chama FIRMINO e não Lucas".
Ah, espera aí - pensei- me devolve a criatura pequena agora! Só pensei e expliquei para a senhora que ele NUNCA fala o nome, e que no mínimo havia dito "MIMINO", ou seja, eu me chamo menino.
Sabe o que foi pior: o Lucas, em momento algum, largou da mãe dela, ou disse "mamãe" desesperadamente. Ele me olhava, sério, segurando a mão daquela senhora toda vestida de azul. Claro, a mulher ficou super desconfiada... e disse ainda: "Você teve muita sorte, pois fui eu que o achou! Imagine só se fosse uma outra pessoa maldosa e o levasse embora?" Tudo bem, eu merecia ouvir aquela bronca - que depois eu repassei para o marido!
Sabe, eu sempre achei meio estranha e absurda aquela ideia de levar crianças em "coleiras", mas juro, depois desse fato acho tudo muito normal e eficiente!
Por isso, sempre oriente seu filho a dizer o nome corretamente. Eu faço isso, mas o Lucas não diz nunca o seu nome verdadeiro. Imagine a cena: o Lucas, no balcão de informação, sendo anunciado como FIRMINO?! Eu jamais encontraria meu filho outra vez.

 

Um comentário:

  1. Muito bom este texto, parabéns.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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